Home office e inverno contribuem para a síndrome do olho seco

Saúde
Home office e inverno contribuem para a síndrome do olho seco

Oftalmologista dá dicas para aliviar os incômodos causados por essa condição de saúde que acomete milhares de brasileiros

Acordar pela manhã, tomar café, checar as novidades no celular e ligar o computador para começar o trabalho. De tempos em tempos, mais uma olhada no celular. No final do dia, assistir um filme ou uma série na TV. Quem está em trabalhando de casa (home office) durante o período de isolamento social por conta do novo coronavírus tem vivido rotina similar. O tempo a mais que se passa cercado por telas pode ser prejudicial para os olhos, e a situação fica mais complicada no inverno.

Um exemplo disso é a incidência da síndrome do olho seco, que atinge mulhares de brasileiros e pode piorar com o home office e a baixa umidade relativa do ar, característica das estações mais frias do ano. Os principais sintomas desse problema ocular são: ardor, vermelhidão e coceira nos olhos. “Existem casos bem intensos e casos leves. Por isso, muita gente tem a síndrome e não sabe, pois o incômodo às vezes não é tão grande, mas, com o isolamento social, as pessoas estão passando mais tempo olhando para telas, acentuando os sintomas da síndrome”, explica o oftalmologista Leonardo Gontijo.

De acordo com o médico, isso acontece porque piscamos menos perto de smartphones, monitores e outros eletrônicos. “Uma pessoa pisca em média 20 vezes por minuto, mas ao utilizar esses dispositivos, a média cai para apenas seis vezes por minuto. Essa alteração resulta num desequilíbrio dos componentes da lágrima e gera o estado de olho seco”, esclarece o médico. O ar mais seco do inverno é um fator agravante. Os casos mais severos da síndrome podem ser tratados com luz pulsada, um método indolor e minimamente invasivo que ajuda a recuperar a camada oleosa da lágrima, principal responsável pela lubrificação dos olhos.

Existem outros métodos que ajudam a contornar a síndrome e aliviar os sintomas, segundo o oftalmologista: “O principal é piscar. Um lembrete escrito na tela do monitor pode ajudar com isso. É importante, ainda, caminhar dentro de casa, se alongar, pegar uma água. Tirando os olhos do computador e também do celular”, orienta ele.

O médico alerta ainda para o fato de muitas pessoas acreditarem que podem resolver o problema do olho seco com água ou soro fisiológico. “Isso é um dos piores erros. A lágrima é muito mais do que apenas água e sal. Ela também tem uma camada oleosa, que ajuda na lubrificação. O certo é procurar um bom lubrificante para os olhos, que pode ser encontrado nas farmácias”, orienta Leonardo Gontijo.

Fonte: Revista Encontro

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